Blog do Osmar Pires

Espaço de discussão sobre questões do (ou da falta do) desenvolvimento sustentável da sociedade brasileira e goiana, em particular. O foco é para abordagens embasadas no "triple bottom line" (economia, sociologia e ecologia), de maneira que se busque a multilateralidade dos aspectos envolvidos.

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Pós-Doc Dir. Humanos PPGIDH-UFG, D.Sc. C. Ambientais, M.Sc. Ecologia, B.Sc. Direito, Biologia e Agronomia. Escritor Academia de Letras de Goiânia. Autor de A gestão do espaço urbano e a função socioambiental da cidade. Londrina, PR: Sorian, 2023. 404p. O efeito do combate à corrupção sobre os direitos humanos... Goiânia: CegrafUFG, 2022. 576p. Família Pires... 3. ed. Goiânia: Kelps, 2022. 624p. Perícia Ambiental e Assistência Técnica. 2. ed. Goiânia: Kelps/PUC-GO, 2010. 440p. A verdadeira história do Vaca Brava... Goiânia: Kelps/UCG, 2008. 524p. Arborização Urbana e Qualidade de Vida. Goiânia: Kelps/UCG, 2007.312p. Introdução aos SGA's... Goiânia: Kelps/UCG, 2005. 244 p. Conversão de Multas Ambientais. Goiânia: Kelps, 2005, 150p. Uma cidade ecologicamente correta. Goiânia: AB, 1996. 224p. Organizador/coautor de Lawfare como ameaça aos direitos humanos. Goiânia: CegrafUFG, 2021. 552p. Lawfare, an elite weapon for democracy destruction. Goiânia: Egress@s, 430p. Lawfare em debate. Goiânia: Kelps, 2020. 480p. Perícia Ambiental Criminal. 3. ed. Campinas, SP: Millennium, 2014. 520p. Titular da pasta ambiental de Goiânia (93-96) e de Goiás (03-06); Perito Ambiental MP/GO (97-03).

Thursday, September 17, 2026

VOTO DE LEGÍTIMA DEFESA DA DEMOCRACIA: POR QUE O BRASIL PRECISA DERROTAR O BOLSONARISMO NO PRIMEIRO TURNO

A radiografia do crime organizado infiltrado nas estruturas do Executivo, Legislativo e Judiciário exige uma resposta imediata nas urnas, sem espaço para hesitação.
#VotoLegitimaDefesaDemocracia

I – INTRODUÇÃO

O cenário político e judicial brasileiro em setembro de 2026 impõe uma escolha que ultrapassa a tradicional disputa programática: trata-se de um voto de legítima defesa da própria estrutura do Estado Democrático. Os desdobramentos da Operação Compliance Zero e do Caso Master, trazidos à luz após a quebra de sigilo integral determinada pelo Supremo Tribunal Federal - STF, revelaram que o Bolsonarismo opera como uma verdadeira franquia política voltada ao enriquecimento ilícito e à infiltração criminosa.

Não estamos diante de desvios isolados, mas sim de uma teia estruturada que conecta fraudes financeiras bilionárias, desfalques a aposentados do INSS, desvios de emendas parlamentares e elos diretos com milícias e facções organizadas, contando com a blindagem e a permissividade de setores do Executivo, do Legislativo e do Judiciário.

Adiar o enfrentamento dessa realidade para um segundo turno não é apenas uma estratégia eleitoral arriscada; é conceder tempo precioso para que os tentáculos dessa organização coordenem novas manobras de desinformação e lawfare seletivo destinados a confundir a opinião pública e paralisar as instituições democráticas.

O Aprendiz de Feiticeiro e sua Caixa de Pandora

A crise que se abateu sobre o STF recebeu do jornalista investigativo Luis Nassif da TV GGN um comentário perspicaz ao lembrar as histórias do aprendiz de feiticeiro e da caixa de pandora da mitologia grega (uma caixa fechada que ninguém podia abrir).

O ministro André Mendonça, na condição de relator do caso Master / Operação Compliance Zero, tinha em mãos uma “caixa fechada” - o Relatório de Inteligência da Polícia Federal. Agindo como um pequeno aprendiz de feiticeiro, o ministro Mendonça abriu a caixa de pandora - o relatório de inteligência – e, após editar o seu conteúdo, divulgou um relatório de 218 páginas que fazem menção ao ministro Alexandre de Moraes, ao procurador-geral da República Gonet e ao diretor-geral da PF Andrei Rodrigues.

A quebra do sigilo de documento judicial, imposta pelo ministro Mendonça, “espalhou o mal do mundo”. O relatório vazado incriminou pessoas que, seletivamente, o aprendiz de feiticeiro queria amaldiçoar, às vésperas da eleição do primeiro turno da eleição presidencial de 2026.

Ato contínuo, monocraticamente, o ministro Mendonça afastou dos cargos da mais alta cúpula da Polícia Federal brasileira, o delegado Andrei Rodrigues da diretoria-geral e o delegado Leandro Almada da diretoria de Inteligência da Polícia Federal, e também dos seus cargos de delegado federal; solicitou ainda ao presidente do STF, Edson Fachin, uma sessão extraordinária do Plenário do STF, marcada para 15/09/2026, para deliberar sobre a abertura de processos de investigação criminal contra o ministro Alexandre de Moraes e o PGR Gonet.

Depois de tumultuar a reta final do primeiro turno da eleição presidencial e de lançar uma granada de mão com o pino acionado para explodir no Plenário da mais alta Corte Constitucional do País, o aprendiz de feiticeiro viu o feitiço se voltar contra ele mesmo. Mendonça não contava com a reação dos colegas ministros, afetados pelas medidas explosivas que foram acionadas pelo aprendiz de feiticeiro. 

A Maior Rede de Corrupção da História

O ministro Flávio Dino, imbuído de atribuições regimentais, no âmbito de processos sob a sua relatoria no STF, tomou decisões importantes: restituiu os dois delegados afastados por Mendonça aos seus cargos na PF e determinou a quebra de sigilo do Relatório de Inteligência da Política Federal, na sua integralidade, revelando os segredos que estavam protegidos pelo ministro relator do Caso Master / Operação Compliance Zero.

As medidas decorrentes do STF expuseram “os males do mundo” da Caixa de Pandora, e não apenas os casos seletivos veiculados pelo relatório editado por Mendonça.

II – O DESENVOLVIMENTO DOS FATOS

Os documentos que vieram à luz revelaram a maior rede de corrupção da história recente do país, ao mesmo tempo que desmascaram os intentos oportunistas do aprendiz de feiticeiro, no vazamento seletivo de partes do relatório, visando alvejar os seus desafetos e proteger os seus aliados.

Os fatos revelados envolvem fraudes financeiras bilionárias, desvios de emendas parlamentares federais (orçamento secreto), esquemas transpartidários de propina e menções diretas a altas autoridades do Executivo, Judiciário e do Legislativo. Tais fatos foram inicialmente camuflados por uma cortina de fumaça envolvendo o ministro Alexandre de Moraes do STF. [1] <https://www.nexojornal.com.br/ expresso/2026/09/12/sigilo-master-vorcaro-mendonca-vorcaro>, [2] <https://www.ihu. unisinos.br/670909-o-que-esta-em-jogo-no-julgamento-desta-terca-no-stf>, [3] <https://bdbauru.com.br/noticia/66442/mendonca-retira-sigilo-de-processo-sobre-rede-de-pagamentos-de-vorcaro>, [4] <https://www.nexojornal.com.br/expresso/ 2026/09/12/sigilo-master-vorcaro-mendonca-vorcaro>.

A) CORTINA DE FUMAÇA CONTRA MORAES   

Uma cortina de fumaça tentou encobrir o verdadeiro Relatório de Inteligência da Polícia Federal. O ministro Mendonça editou e deu ampla publicidade ao relatório com as mensagens de Daniel Vorcaro para o ministro Alexandre de Moraes que sugerem uma manobra do banqueiro para envolver o ministro numa suposta relação de cumplicidade entre o ex-banqueiro do Banco Master e o ministro do STF. [1] <https://www.ihu.unisinos.br/670909-o-que-esta-em-jogo-no-julgamento-desta-terca-no-stf>.

O teor dos Relatórios de Inteligência da Polícia Federal

O relatório editado veiculou 52 mensagens enviadas pelo ex-banqueiro ao ministro, sem nenhuma evidência de que elas tenham sido respondidas pelo ministro, sugerindo seis encontros presenciais entre os dois. Havia suspeitas de que Moraes teria atuado para favorecer o banqueiro em meio à crise financeira do banco. [1] <https://noticiatodahora.com.br/mendonca-retira-sigilo-de-processo-sobre-a-rede-de-pagamentos/>, [2] <https://www.ihu.unisinos.br/670909-o-que-esta-em-jogo-no-julgamento-desta-terca-no-stf>.

Os contratos dos serviços advocatícios

O relatório de inteligência da PF informou contrato milionário de prestação de serviços (estimados em R$ 131 milhões) de empresas associadas ao Banco Master com o escritório de advocacia da esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes.

O relatório editado evidenciou mensagem enviada por Vorcaro ao ministro, sem nenhuma resposta deste, sugerindo que o banqueiro teria discutido com Moraes a iminência de uma operação da PF contra ele apenas dois dias antes de ser preso.

No entanto, Vorcaro foi preso, continua preso e o Banco Master, criado na gestão Bolsonaro, foi liquidado pelo Banco Central na gestão de Galípolo no Banco Central durante o governo Lula.

Julgamento pelo plenário do STF

Na sessão extraordinária do STF, realizada em 15/09/3026, para avaliar a abertura de inquérito formal contra o ministro Alexandre de Moraes, o ministro Flávio Dino pediu vistas do processo para avaliar o conteúdo de todas as mensagens do celular de Vorcaro e não apenas as vazadas seletivamente pelo ministro André Mendonça, determinando a quebra de sigilo de investigações criminais até então desconhecidas da opinião pública. [1] <https://www.gazetadopovo.com.br/ideias/moraes-gonet-veja-lista-atualizada-quem-envolveu-vorcaro/>, [2] <https://www.ihu.unisinos.br/670909-o-que-esta-em-jogo-no-julgamento-desta-terca-no-stf>.

B) CONEXÕES DOS CRIMES CHEFIADOS POR FLÁVIO BOLSONARO

 

B.1 CASO DARK HORSE: PONTA DO ICEBERG

A quebra de sigilo revelou a existência de inquérito policial, instaurado em julho de 2026, de indiciamento do senador Flávio Bolsonaro (PL), o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) e o deputado federal Mário Frias (PL) pelas práticas de corrupção, evasão de divisas, lavagem de dinheiro. A partir daí, os documentos que estão vindo à lume todos os dias desnudam uma conexão estarrecedora de crimes comandados pelo senador Flávio Bolsonaro [1] <https://jovempan.com.br/politica/ mendonca-autorizou-investigacao-contra-flavio-por-corrupcao-no-caso-dark-horse/>, [2] <https://www.blogdobg.com.br/dark-horse-mendonca-inclui-flavio-bolsonaro-em-inquerito-por-suspeitas-de-lavagem-evasao-e-corrupcao-mas-caso-segue-sob-sigilo/>.

O esquema criminoso de Flávio Bolsonaro

O ministro Mendonça guardou sob sigilo, quebrado pelo ministro Dino, o inquérito da Polícia Federal que investigou e indiciou o senador Flávio Bolsonaro (PL) pelos indícios das práticas dos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas no financiamento de R$ 134 milhões do filme Dark Horse, um filme de baixa qualidade, produzido por agentes brasileiros sediados nos Estados Unidos, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre pena de 27 anos de cadeia no Brasil.

Segundo o inquérito da polícia federal, o mafioso Daniel Vorcaro usou recursos bilionários do Banco Master, desviados do BRB do DF, dos fundos de pensão do RJ e de dezenas de instituições de Estados e Prefeituras administradas por gestoras do PL e partidos aliados ao bolsonarismo, além dos desfalques dos aposentados do INSS, para financiar o filme ilegalmente.

Através de uma complexa rede de fundos de investimento no Brasil e no exterior, a organização criminosa movimentou bilhões de dólares saqueados dos cofres públicos e dos aposentados brasileiros, transferidos criminosamente para paraísos fiscais nos Estados Unidos, gerenciados pelo ex-deputado federal do PL, Eduardo Bolsonaro, condenado em processo transitado em julgado no STF e que se encontra foragido nos Estados Unidos, sob a proteção da extrema-direita do governo Trump.

O Chefe da Orcrim do Maior Desfalque da História

Flávio Bolsonaro, candidato a Presidente da República pelo PL, foi identificado como o chefe de uma organização criminosa - ORCRIM, interlocutor direto na captação dos bilhões de dólares roubados dos aposentados do INSS, dos fundos de pensão e do sistema financeiro via Banco Master, desviados criminosamente para paraísos fiscais nos Estados Unidos.      [1] <https://www.bbc.com/portuguese/ articles/cmed7xz5g6ygo>, [2] <https://jovempan.com.br/politica/mendonca-autorizou-investigacao-contra-flavio-por-corrupcao-no-caso-dark-horse/>.

Conexões imobiliárias ilícitas

A quebra do sigilo do celular de Vorcaro revelou conexões imobiliárias entre o banqueiro Vorcaro, preso no governo Lula por liderar o maior calote do sistema financeiro nacional com o candidato Flavio Bolsonaro (PL):

Festa de debutante em mansão de mafioso

Flávio Bolsonaro promoveu a festa de 15 anos da filha numa suntuosa mansão, de propriedade do Esquema Criminoso de Vorcaro, na região dos lagos no Rio de Janeiro.

Sede do Comitê de Campanha Presidencial

O celular de Vorcaro também revelou que a sede do comitê de Bolsonaro num dos bairros mais valorizados da capital de São Paulo se trata de um imóvel luxuoso, ocupando um andar interior num condomínio vertical pertencente ao mesmo esquema criminoso de Vorcaro.

Escritório comum Flávio e “Careca” em Brasília

As revelações evidenciaram que o senador Flávio Bolsonaro e o ‘’Careca do INSS’’ compartilhavam o mesmo escritório no mesmo endereço em Brasília-DF. O ‘’Careca’’ liderou a ORCRIM que deu o desfalque em 8 milhões de velhinhos aposentados do INSS. Os descontos nas aposentadorias dos velhinhos foram autorizados no governo de Jair Bolsonaro (PL). A ORCRIM foi desmantelada, os criminosos presos, os bens da máfia apreendidos e os aposentados foram reembolsados no governo Lula (PT).

B.2 OPERAÇÃO SEM REFINO: O MAIOR CONFISCO DE PATRIMÔNIO CRIMINOSO DA HISTÓRIA DO BRASIL

A Polícia Federal realizou a Operação Sem Refino e mandados de busca e apreensão contra o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), aliado da família Bolsonaro e o rei dos calotes Ricardo Magro, dono do grupo Refit. A Justiça brasileira condenou o caloteiro por crimes contra o erário, lavagem de dinheiro para facções criminosas e suspendeu as atividades econômicas do grupo com o bloqueio de R$ 52 bilhões - o maior confisco de patrimônio criminoso da história do Brasil.

B.3 “CHEFE DA ORCRIM DO MEGAESQUEMA DE CORRUPÇÃO DA SAÚDE NO RJ’’

O correspondente internacional da Fórum Henrique Rodrigues (@prof.henrique_rodrigues) repercutiu as denúncias do deputado federal Otoni de Paula (MDB-RJ), ex-integrante do núcleo duro do bolsonarismo e liderança da bancada evangélica, que afirmou: “o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro lidera uma organização criminosa e um megaesquema de corrupção na saúde federal do Rio de Janeiro”.

De acordo com o deputado Otoni de Paula, os órgãos de controle e a Polícia Federal já monitoram o caso para deflagrar a prisão dos membros da ORCRIM. A Operação Antracito da PF apurou que uma organização social desviou verbas federais para Saúde Federal no Rio de R$ 1,6 bilhões com o Sistema Único de Saúde - SUS. [1] <https://www.terra.com.br/noticias/brasil/policia/operacao-da-pf-no-rio-mira-desvio-em-contrato-de-r-16-bi-com-o-sus,2416a2c54151455eff35224efbeb49d7qcj19ocq.html? utm_source=clipboard>.

Imóveis com dinheiro vivo, loja de chocolates e rachadinha

As quebras de sigilo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) revelaram a compra de 16 imóveis com dinheiro vivo, além da famosa loja de chocolates que era uma verdadeira lavanderia de dinheiro, com alto volume de depósitos de dinheiro vivo sem identificação. A investigação comprovou uma movimentação em espécie superior a R$ 3 milhões.

O senador Flávio, filho do presidiário Jair Bolsonaro, que cumpre pena de 27 anos de cadeia, ainda foi apontado nas investigações do MP-RJ como líder de uma organização criminosa – ORCRIM que funcionava em seu antigo gabinete na Assembleia Legislativa (Alerj) quando era deputado estadual no Rio. O total de desvios apurado pela Promotoria foi de, no mínimo, R$ 6,1 milhões. O dinheiro usado nas transações vinha do esquema conhecido como "rachadinha", no qual os funcionários do gabinete eram obrigados a devolver boa parte de seus salários, em espécie, ao então deputado. (Fonte: Juliana Dal Piva e Saulo Pereira Guimarães - Colunista do UOL e do UOL, em São Paulo) [1] <https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2022/09/19/imoveis-dinheiro-vivo-flavio-bolsonaro-cla.htm?cmpid=copiaecola>.

C) PROPINAS BILIONÁRIAS DE SENADORES BOLSONARISTAS

O maior escândalo de corrupção financeira da história do país, liderado pelo mafioso Vorcaro do Banco Master, vem sendo divulgado pela grande mídia como responsabilidade de políticos de esquerda e de direita no Congresso Nacional e no Poder Executivo com o nítido propósito de confundir a opinião pública e impedir a identificação dos verdadeiros culpados.

C.1 SENADOR CIRO NOGUEIRA (PP-PI)

O ex-ministro de Bolsonaro e senador Ciro Nogueira foi investigado pela Polícia Federal por envolvimento numa gigantesca teia de relações e vantagens pessoais bilionárias ilegalmente mantidas com o esquema criminoso do banqueiro do Master.

O inquérito policial apurou depósitos, movimentações financeiras, viagens com tudo pago para o senador e sua esposa a destinos turísticos de luxo e pagamentos de R$ 500 mil por mês ao senador Bolsonarista. [1] <https://www.nexojornal.com.br/ expresso/2026/09/12/sigilo-master-vorcaro-mendonca-vorcaro>.

C.2 SENADOR DAVI ALCOLUMBRE (UNIÃO-AP)

Documentos da Polícia Federal mantidos em sigilo pelo ministro terrivelmente evangélico e divulgados após a quebra do sigilo determinada pelo ministro Flávio Dino, evidenciam que o senador bolsonarista Davi Alcolumbre, do Amapá, presidente do Senado Federal, recebeu US$ 30 milhões do banqueiro Vorcaro, depositados em uma conta secreta no exterior e repassados ao parlamentar pelo apoio dado a uma demanda de interesse do Banco Master.

No celular do banqueiro, periciado pela PF, são encontradas mensagens de grande intimidade entre o mafioso e o presidente do Senado: “Fala meu amor”, disse Alcolumbre. “Sou seu irmão, pra vida toda”, respondeu Vorcaro.

A relação mafiosa entre o banqueiro mafioso e o presidente bolsonarista do Senado deixou um rastro na Agência de Previdência do Amapá (AMPREV), presidida pelo tesoureiro da campanha do Alcolumbre ao Senado e que tinha no conselho um irmão do senador. A AMPREV investiu R$ 400 milhões em letras financeiras podres do Master, causando um prejuízo equivalente aos aposentados do estado.

C.3 SENADOR NÃO BOLSONARISTA JAQUES WAGNER (PT-BA)

Em clara iniciativa de falso-equivalência, o Relatório de Inteligência da Polícia Federal, editado pelo ministro Mendonça e criminosamente divulgado pela mídia golpista, apontou falsos indícios de “corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro” supostamente envolvendo o líder do governo Lula no Senado.

O senador Jaques Wagner foi acusado falsamente de receber vantagens financeiras ilícitas em contrapartida à sua atuação política para aprovar leis que ampliaram o limite do crédito consignado para a CLT e aposentados.

O ex-sócio de Daniel Vorcaro no Master, Augusto Lima afirmou ao STF que, na verdade, as leis que beneficiaram o Banco Master foram uma iniciativa do ex-presidente Jair Bolsonaro e não uma emenda do senador Jaques Wagner (PT-BA), ex-líder do governo Lula no Senado e que a iniciativa do senador baiano beneficiou os trabalhadores e todos os bancos que atuam com crédito consignado. [1] <https://www.metropoles.com/colunas/igor-gadelha/ao-stf-ex-socio-de-vorcaro-exime-jaques-e-aponta-dedo-para-mp-de-bolsonaro#goog_rewarded>.

De fato, a iniciativa legislativa do senador petista não atendeu ao interesse do Banco Master, mas as instituições do Sistema Financeiro Nacional, além da atender os interesses do trabalhador assalariado do Brasil.

O escândalo provocou o afastamento de Wagner da liderança no Senado. [1] <https://www.bbc.com/portuguese/articles/cmed7xz5g6ygo>, [2] <https://www.nexojornal.com.br/expresso/2026/09/12/sigilo-master-vorcaro-mendonca-vorcaro>.

D) FRAUDE BILIONÁRIA, MILÍCIA DIGITAL E O BANCO REGIONAL DE BRASÍLIA (BRB)

Mensagens telefônicas revelaram que o ex-presidente do BRB (Banco de Brasília), Paulo Henrique Costa, pressionou seus diretores para acelerar a compra de carteiras do Banco Master envolvendo o desfalque de R$ 22 bilhões. O objetivo era manipular os balanços do banco público e ocultar rombos bilionários gerados pelas operações conjuntas.   [1] <https://www.instagram.com/reel/DY2HkbBh4X3/?hl=pt-br>.

Infiltração policial e milícias

Descobriu-se que Vorcaro chefiava um grupo de mensagens que reunia empresários de jogos de azar, sicários e policiais federais subornados. O grupo operava como uma estrutura mista de milícia e crime organizado voltada a repassar informações sigilosas e promover ataques cibernéticos e ameaças a adversários.   [1]    <https://www.instagram.com/ reel/DdJUBwYiN1m/>, [2] <https://www.blogdobg.com.br/dark-horse-mendonca-inclui-flavio-bolsonaro-em-inquerito-por-suspeitas-de-lavagem-evasao-e-corrupcao-mas-caso-segue-sob-sigilo/>.

E) DESVIOS MILIONÁRIOS ATRAVÉS DE PORTAIS DE NOTÍCIAS E IGREJAS

Portal Metrópoles

O Coaf classificou como uma movimentação "inusitada" o repasse de R$ 27,2 milhões do Banco Master para o portal Metrópoles (de propriedade do ex-senador que cumpriu pena de cadeia por corrupção, Luiz Estevão). O dinheiro, justificado como publicidade adiantada para a Série D, era imediatamente transferido para contas da própria família de Estevão. [1] <https://www.gazetadopovo.com.br/ideias/moraes-gonet-veja-lista-atualizada-quem-envolveu-vorcaro/>.

Igreja Batista da Lagoinha

Relatórios de inteligência financeira detalharam a movimentação suspeita de mais de R$ 57 milhões na instituição religiosa, que tem como um dos pastores, o ministro André Mendonça.

O cunhado de Vorcaro, preso no governo Lula, Fabiano Zettel, atuava como pastor na igreja e transferiu mais de R$ 19 milhões para os cofres da entidade, sob suspeita de desvio de emendas parlamentares originalmente ligadas ao escândalo do INSS.

F) OS CRIMES PRATICADOS POR GOVERNADORES BOLSONARISTAS

Os desdobramentos da Operação Compliance Zero e do Caso Master, após a quebra de sigilo e o compartilhamento de dados autorizados pelo STF, alcançaram os gabinetes bolsonaristas de chefes do Executivo estadual. [1] <https://www.instagram.com/p/DZFV_f9Fmqy/>.

As investigações e suspeitas específicas que pesam sobre Ibaneis Rocha (DF), Cláudio Castro (RJ) e Tarcísio de Freitas (SP) são detalhadas a seguir:

F.1 IBANEIS ROCHA (EX-GOVERNADOR DO DF)

A investigação foca na compra de carteiras do Banco Master pelo Banco Regional de Brasília (BRB). [1] <https://g1.globo.com/df/distrito-federal/noticia/ 2026/09/15/em-mensagem-vorcaro-diz-que-celina-leao-nao-ficou-de-fora-de-operacao-entre-brb-e-master.ghtml>, [2] <https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/03/31/cpi-crime-organizado-aprova-convocacao-dos-ex-governadores-claudio-castro-e-ibaneis-rocha.ghtml>.

Delação Premiada delata Ibaneis

O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, que foi preso no âmbito da operação, negocia um acordo de delação premiada. Ele afirma possuir mensagens, registros e documentos provando que as ordens para as movimentações financeiras fraudulentas e a aproximação com o banco de Daniel Vorcaro partiram diretamente de Ibaneis Rocha. [1] <https://veja.abril.com.br/politica/ibaneis-e-castro-entram-na-lista-de-autoridades-sob-suspeita-no-escandalo-do-master/>, [2] <https://www. instagram.com/p/DZFV_f9Fmqy/>.

Convocação no Congresso

Diante das evidências acima, o ex-governador Bolsonarista Ibaneis foi formalmente convocado pela CPI do Crime Organizado para explicar a sua interferência política na gestão do banco público do DF. [1] <https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/03/31/cpi-crime-organizado-aprova-convocacao-dos-ex-governadores-claudio-castro-e-ibaneis-rocha.ghtml>, [2] <https://revistaoeste.com/ politica/cpi-do-crime-organizado-convoca-claudio-castro-e-ibaneis-rocha/>.

F.2 CLÁUDIO CASTRO (PL - EX-GOVERNADOR DO RJ)

A ação da Polícia Federal levou o escândalo financeiro do Master diretamente para o Palácio Guanabara. [1] <https://www.instagram.com/p/DZFV_f9Fmqy/>.

Foco nos Fundos de Pensão

Castro tornou-se alvo de medidas de busca e apreensão da PF em decorrência de fraudes bilionárias em fundos de pensão estaduais e aplicações financeiras de risco patrocinadas pelo Rio de Janeiro junto a instituições financeiras ligadas ao grupo criminoso. [1] <https://www.instagram.com/p/DZFV_f9Fmqy/>.

Articulação de Castro com Facções Criminosas

A CPI do Crime Organizado também aprovou sua convocação para esclarecer o uso de estruturas bancárias e fundos estaduais para a lavagem de dinheiro e ocultação de bens de origem ilícita, com indícios de trânsito de valores ligados a facções criminosas como o Comando Vermelho no estado. [1] <https://revistaoeste.com/politica/cpi-do-crime-organizado-convoca-claudio-castro-e-ibaneis-rocha/>.

F.3 TARCÍSIO DE FREITAS (PL- GOVERNADOR DE SP)

O governador paulista foi arrastado para o centro do debate devido a doações milionárias do ex-banqueiro mafioso à campanha eleitoral para o governo paulista e às suspeitas que envolvem a Polícia Civil de São Paulo no caso do inquérito da PF sobre a corrupção milionária dos Bolsonaro com o filme Dark Horse. [1] <https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/matheus-teixeira/politica/doacao-a-bolsonaro-e-tarcisio-eram-propina-acertada-por-kassab-diz-vorcaro/>, [2] <https://sbtnews.sbt.com.br/noticia/ politica/dark-horse-ssp-nega-violacao-de-lacres-em-operacao>.

Propinas Eleitorais a Jair e Tarcísio

Em proposta de delação premiada (rejeitada pela PF e pela PGR), o ex-banqueiro Daniel Vorcaro afirmou que as doações oficiais de R$ 5 milhões e de R$ 2 milhões feitas às campanhas de Jair Bolsonaro e de Tarcísio em 2022 — registradas em nome de seu cunhado, Fabiano Zettel — mascaravam o pagamento de propina estruturada pelo notório corrupto do Centrão Gilberto Kassab como intermediário político. [1] <https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/matheus-teixeira/politica/doacao-a-bolsonaro-e-tarcisio-eram-propina-acertada-por-kassab-diz-vorcaro/>.

Escândalo do "WiFi Livre SP"

A Polícia Civil de SP deflagrou a Operação Wi-Fi, descobrindo que recursos de R$ 157 milhões do programa público de internet de comunidades paulistanas (gerenciado pelo Instituto Conhecer Brasil - ICB) foram desviados para bancar o filme Dark Horse. A dona da produtora e presidente do ICB, Karina Ferreira da Gama, recebeu aportes milionários diretos de Vorcaro, transferidos para a conta gerenciada por Eduardo Bolsonaro nos EUA [1] <https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/09/14/advogado-diz-que-produtora-de-dark-horse-nao-sabia-origem-do-dinheiro-que-financiou-producao-e-que-filme-buscava-oscar.ghtml>, [2] <https://veronoticias.com/politica/debate-entre-tarcisio-e-haddad-amplia-disputa-sobre-emprestimos-a-sao-paulo/>, [3] <https://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/dark-horse-ssp-nega-violacao-de-lacres-em-operacao>. 

Violação de Documentos Judiciais

O caso gerou uma crise institucional interna quando o Instituto de Criminalística de SP recusou receber 26 aparelhos eletrônicos apreendidos da produtora sob o argumento de que as embalagens e lacres estavam com aberturas que permitiam a manipulação externa dos dados. [1] <https://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/dark-horse-ssp-nega-violacao-de-lacres-em-operacao>.

Obstrução da Justiça

O ministro Flávio Dino do STF foi acionado, por meio de petição, para investigar a obstrução ou quebra proposital da cadeia de custódia pela polícia paulista da Secretaria de Segurança Pública de SP para blindar dados da corrupção Dark Horse, antes do envio à PF.                                                                      [1] <https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/09/14/gestao-tarcisio-nega-violacao-de-lacres-de-aparelhos-apreendidos-em-operacao-contra-produtora-de-dark-horse-em-sp.ghtml> [2] <https://veronoticias.com/politica/deputado-pede-apuracao-por-obstrucao-de-tarcisio-em-caso-dark-horse/> [3] <https://revistaforum.com.br/politica/eduardo-provas-policia-tarcisio-dark-horse/> [4] <https://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/dark-horse-ssp-nega-violacao-de-lacres-em-operacao>.  

Ingerência estrangeira

O ministro Flávio Dino, na sessão extraordinária do STF de 15 de setembro último, denunciou a ingerência de agentes estrangeiros nos processos presididos por ministros Bolsonaristas, em trâmite na Corte Constitucional.

Segundo relato de especialista ouvido pelo jornalista investigativo Luis Nassif da TV GGN, as caixas contendo o material do Caso Dark Horse, sob a guarda da Política Civil do governador Tarcísio de Freitas, foram violadas, mas os lacres permaneceram intactos.

 

As caixas que guardam o material apresentam um furo minúsculo por onde, possivelmente, foi inserido um cabo USB, tal como no procedimento de um exame de cateterismo para uma angioplastia coronariana. No interior da caixa, o cabo USB foi direcionado para alcançar os arquivos necessários e, por controle remoto, o conteúdo foi alterado ao alvedrio do agente criminoso.

G) ENVOLVIMENTO DOS MINISTROS BOLSONARISTAS KÁSSIO, FUX E MENDONÇA COM O BANQUEIRO MAFIOSO

As recentes revelações decorrentes do fim do sigilo do caso do Banco Master — por iniciativa do ministro Flávio Dino, acatada pelo presidente do STF, Edson Fachin, e executado pelo relator André Mendonça — trouxeram à tona mensagens extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro.

Os diálogos vazados expõem relações de proximidade de Vorcaro com familiares, aliados e diretamente com as pessoas dos ministros do STF Kássio Nunes Marques, Luiz Fux e André Mendonça.

Os principais casos revelados até o momento:

G.1 MINISTRO KÁSSIO NUNES MARQUES

As conversas encontradas no aparelho do banqueiro citam supostos repasses financeiros ao filho do ministro, além de menções a pagamentos de passagens de viagens e outros serviços para o próprio Kássio Nunes Marques. Devido à citação, o ministro se declarou impedido de votar nas ações relacionadas ao caso no plenário.

Carnaval carioca do ministro “KN”

Mensagens extraídas do celular periciado pela Polícia Federal indicam que o banqueiro mafioso Vorcaro reservou uma mansão luxuosa, avaliada em R$ 250 milhões, para o ministro identificado nas conversas como "KN" durante o carnaval no Rio de Janeiro de 2025.

 

Os investigadores identificaram "KN" como o ministro do STF e presidente do TSE, Kássio Nunes Marques. A hospedagem do ministro Kássio Nunes Marques custou R$ 1,45 milhões, e as mensagens sugerem que Vorcaro organizou detalhes de serviços, como equipe de cozinha e motorista, para acomodar o ministro “KN” e seu amigo desembargador Newton Ramos.

Contrato de R$ 427 milhões para liberar R$ 8,5 bilhões


















Megaoperação da Polícia Federal

Em 24/09/2026, a Polícia Federal promoveu uma megaoperação contra a Turma do KN, em cumprimento à busca e apreensão determinada pelo ministro Benedito Gonçalves, Corregedor do Superior Tribunal de Justiça – STJ, no âmbito de uma correição para investigar o contrato de R$ 427 milhões envolvendo o desembargador Newton Ramos com o banqueiro. Na operação da polícia federal foram apreendidos no gabinete do desembargador o seu celular e aparelhos de computador. O ministro Benedito do STJ é muito próximo do ministro Gilmar Mendes do STF. As revelações subsequentes prometem novos fatos comprometedores da atuação da Turma do KN.

Advogado Kevin Marques

Em conversas com Vorcaro, o então diretor jurídico do Master, Luiz Rennó, menciona pagamentos de R$ 500 mil por mês ao advogado Kevin Marques, filho de Nunes Marques. Em outubro de 2024, Rennó enviou uma planilha com o nome e o telefone de Kevin e a legenda "Dominado aqui". Em 2025, perguntou se o valor seria mantido e, depois, cobrou que faltava a Consult entre os "pagamentos essenciais". Segundo o Coaf, a Consult Inteligência Tributária, de Teresina, teria recebido R$ 6,6 milhões do Master em um ano. [1] <https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2026/09/15/dialogos-de-vorcaro-que-citam-filhos-de-ministros-vazam-antes-de-julgamento.htm? cmpid=copiaecola>.

G.2 MINISTRO LUIZ FUX

As conversas entre o mafioso Vorcaro e o advogado Rodrigo Fux, filho do ministro Luiz Fux, vão de maio de 2024 a agosto de 2025. Nelas, o banqueiro pede "ajuda num caso" não identificado, os dois combinam encontros em várias cidades inclusive Paris (França), e Vorcaro oferece ao advogado e à família convites para um camarote no Carnaval do Rio.

Numa mensagem, o advogado Rodrigo Fux indicou a secretária do ministro Luiz Fux, com endereço no gabinete no STF, como referência de conto com o ex-banqueiro e hoje prisioneiro Daniel Vorcaro. [1] <https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2026/09/15/dialogos-de-vorcaro-que-citam-filhos-de-ministros-vazam-antes-de-julgamento.htm?cmpid= copiaecola>.

Homenagem a Fux em NY, almoço, hospedagens e passagens

A quebra de sigilo integral do Relatório de Inteligência da Polícia Federal revelou que o Banco Master custeou, em 14 de maio de 2024, almoço para 40 pessoas, em Nova York, promovido pelo banqueiro Daniel Vorcaro para homenagear o ministro Luiz Fux, que estava acompanhado da esposa Eliane Fux e do filho Rodrigo Fux, com tudo pago (passagens, hospedagens etc.).

As conversas apontam que o banqueiro mafioso orientou uma funcionária para que as despesas fossem feitas por meio de Antonio Camarotti, CEO e publisher da revista Forbes no Brasil. [1] <https://iclnoticias.com.br/vorcaro-teria-bancado-homenagem-a-fux/>.

Esposa e filho de Fux na Forbes Party NY



G.3 MINISTRO ANDRÉ MENDONÇA

O advogado Ciro Soares foi aliado e cabo eleitoral de André Mendonça na época de sua indicação ao STF. Soares intermediou os convites ao banqueiro Vorcaro para participar de eventos no Instituto ITER, fundado por Mendonça, inclusive organizou uma reunião entre o ministro e o banqueiro em São Paulo, ocorrida antes do banqueiro ser preso.

O Instituto do ministro Mendonça

O jornalista Josias de Souza afirma que o Instituto ITER de André Mendonça é uma “excrescência” e que a captação de recursos privados eleva o caráter “esdrúxulo” da instituição. O instituto faturou R$ 5 milhões em 68 contratos com órgãos públicos em 2024 e teve receita de R$ 10,4 milhões em 2025, além de um contrato de R$ 5 milhões com empresas associadas ao Banco Master, evidenciando relação empresarial ilícita com o ministro do STF. (Fonte: 🗣️UOL News)

H) LIGAÇÃO DO SENADOR FLÁVIO BOLSONARO AO ASSASSINATO DA VEREADORA MARIELLE FRANCO

Novos documentos periciados pela Polícia Federal, divulgados com a quebra do sigilo determinada pelo ministro Flávio Dino, do STF, revelam que o senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL a Presidente do Brasil, liberou Emenda Parlamentar para Robson Calixto (“Peixe”) da organização criminosa que assassinou a vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e seu assessor Anderson Gomes.

A emenda parlamentar, destinada ao "Projeto de Morte", representa o Elo Direto entre o Clã Bolsonaro e a Milícia responsável pelo assassinato de Marielle. Maria de Fátima Bezerra Castro, secretária parlamentar no gabinete do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), no Senado Federal, negociou, em 24/10/2023, a liberação de emenda parlamentar no valor R$ 199.999,79 para o Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio (IFOP), mas comprovadamente desviado, segundo relatório técnico do TCU.

Robson Calixto (“Peixe”) é um policial militar da reserva, assessor de bastidores dos irmãos Brazão, os mandantes do crime. “Peixe” foi condenado pelo STF como miliciano que forneceu a metralhadora usada na execução brutal da vereadora Marielle Franco e do assessor Anderson Gomes, em 14/03/2024 (Fonte: Voz Trabalhadora e g1) [1] <https:// voztrabalhadora.substack.com>; 2] <https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/09/22/flavio-bolsonaro-destinou-emenda-a-miliciano-condenado-por-morte-de-marielle-veja-prints-de-conversa-com-assessora-do-senador. ghtml>.

I) FLEXIBILIZAÇÃO E PERMISSIVIDADE SUPREMA NA CVM

O ministro Flávio Dino do STF, no âmbito dos inquéritos sob sua responsabilidade de investigação e julgamento do crime organizado, determinou, em 20 e 24/09/2026, que a União, por meio de seus diversos órgãos competentes de controle e investigação, realize avaliação técnica sobre as regras de atuação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e entregue parecer em até 90 dias, pois o CVM, no governo Bolsonaro, ignorou sucessivos alertas sobre a atuação de Vorcaro/Banco Master, inclusive aprovando diretor do Master investigado de ilícitos financeiros.

O ministro Flávio Dino, na decisão, citou inúmeras falhas da fiscalização da CVM decorrentes de regras de “flexibilização e permissividade suprema”, adotadas durante o governo de Jair Bolsonaro/gestão Campos Neto no Banco Central e Paulo Guedes no Ministério da Fazenda.

A permissividade suprema do governo Bolsonaro no BC, Fazenda e CVM favoreceu a associação do sistema financeiro com o narcotráfico e a milícia, criação de instituições bancárias sem credibilidade, ocultação de sócios dos fundos de investimento, lavagem de capitais e evasão de divisas para paraísos fiscais, causando desfalque de bilhões de dólares na economia nacional, nos fundos de pensão dos assalariados e nos cofres públicos.  

J) UMA TOTALIZAÇÃO PROVISÓRIA DOS CRIMES DE FLÁVIO BOLSONARO

 A partir da quebra de sigilo das investigações da PF sobre o crime organizado e do Documentário do ICL sobre as denúncias de corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e organização criminosa – ORCRIM, chefiada pelo senador Flávio Bolsonaro, tem-se uma clara moldura que retrata o bolsonarismo como uma "franquia política" voltada para o enriquecimento familiar ilícito. A teia criminosa envolve corrupção, desvio de salários legislativos, escritório do crime, financiamentos milionários para ocultação de bens ilícitos. [1] <https://youtu.be/HtV650a9gxA?si=NdD7MwmG03OfwhJr>.


Os crimes de Flávio Bolsonaro, detalhados nas investigações da Polícia Federal, divulgados até agora

Esquema das Rachadinhas: O ex-policial Fabrício Queiroz é apontado como o operador do recolhimento de 70% a 90% dos salários e benefícios de funcionários do gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj. O dinheiro em espécie teria sido lavado com despesas pessoais e imóveis.

Ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC), a Milícia e o Crime Organizado: o senador Flávio e o vereador Carlos Bolsonaro homenagearam pelo menos 16 policiais milicianos, envolvidos com o narcotráfico e o crime organizado, incluindo Adriano da Nóbrega, chefe do Escritório do Crime de Rio das Pedras (RJ), cujos parentes (mãe e esposa) estavam na folha de pagamento do gabinete do então deputado Flávio Bolsonaro na Alerj.

Caso Banco Master/Daniel Vorcaro: Investigações apontam que o senador Flávio Bolsonaro cobrou do banqueiro prisioneiro Daniel Vorcaro recursos de origem pública (fundos de previdência estaduais e municipais), para um filme sobre Jair Bolsonaro, que foram transferidos para o Fundo Havengate nos EUA, gerenciado pelo ex-deputado federal cassado, condenado pelo STF e refugiado nos EUA, Eduardo Bolsonaro.

Totalização provisória dos Valores Comprovadamente Desviados pela Corrupção de Flávio Bolsonaro

O documentário enumera diferentes cifras ligadas a movimentações atípicas, desvios e financiamentos investigados pelos órgãos de controle da União e do Rio de Janeiro, a seguir relacionados.

Movimentação atípica de Fabrício Queiroz, assessor de Jair e Flávio Bolsonaro (relatório do COAF): R$ 6 milhões.

Desvio total apontado pelo MP-RJ (denúncia de 2020): R$ 6 milhões.

Dinheiro em espécie (cash) que circulou pelas mãos do senador Flávio Bolsonaro (cruzamento de dados dos órgãos de controle): R$ 3 milhões. Recursos da loja de chocolates revelados na quebra de sigilo pelo MP-RJ: R$ 2 milhões.

Financiamento do filme Dark Horse pelo presidiário Daniel Vorcaro por cobrança do senador Flávio Bolsonaro: de R$ 134 milhões solicitados, R$ 61 milhões foram comprovadamente pagos pelo banqueiro mafioso e transferidos para o Fundo Havengate, no Texas/EUA.

Compra de mansão pelo senador Flávio Bolsonaro com recursos de empréstimos subsidiados do BRB, especialmente liberados pelo governo bolsonarista do Distrito Federal, no Setor de Mansões Dom Bosco, em Brasília, com 1,1 mil m² de área construída em terreno de 2,5 mil m², avaliada em R$ 10 milhões.

K) SENADOR FLÁVIO, ORGIA, LOBBY, PROPINAS E MINISTRO KÁSSIO

O jornalista Rodrigo Rangel publicou no PlatôBR, um portal criado pela extrema-direita como interlocutor da frustrada campanha de Tarcísio de Freitas à Presidência da República, publicou uma parte dos dossiês das histórias que o senador Flávio Bolsonaro, filho 01 do presidente Jair, protagonizou nos bastidores do governo do pai.

Fonte: PLATÔBR Disponível em: <https://platobr.com.br/segredos-de-flavio-mulheres-negocios-um-rolex-de-r-300-mil-e-lobby-com-kassio>. Acesso em: 29 set. 2026

O jornalista que assina a matéria supra informa dispor de fotos, muitas impublicáveis, comprovando orgias, bacanais, pedofilia, QG da Propina no Lago Sul de Brasília, propinas comprovadas com notas fiscais de um relógio Rolex em ouro branco, da linha Submariner Date, no valor de R$ 305 mil e da instalação da academia de ginástica de R$ 90 mil na mansão de Flávio em Brasília (ilustrada na foto acima).

Em torno do senador Flávio Bolsonaro – o filho 01, giravam figuras com interesses geralmente ilícitos, incluindo caloteiros, lobistas, milicianos, sicários, magnatas do crime organizado e até o envolvimento nada surpreendente do ministro “KN”. As negociatas com dinheiro vivo cresceram a tal ponto que foi preciso instalar um bunker, o “QG da Propina”, no Lago Sul de Brasília.

Os dossiês são ricos de fotos e vídeos permitidos somente aos maiores de idade. Uma das mensagens de WhatsApp enviada por Alexandre Santini para uma agenciadora de garotas de programa, foi combinado um encontro no Grand Hyatt, hotel 5 estrelas, com diária de R$ 3 mil, ampla varanda e vista panorâmica para o mar e a Lagoa de Marapendi, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, no começo de 2022, com a presença do senador Flávio Bolsonaro, a quem se referia sempre como “meu filho”:


 Os dossiês foram uma arma de cobrança que Alexandre Santini lançou contra o seu amigo e sócio Flávio Bolsonaro, decorrente da falência da famosa loja de chocolates (franquia Copenhagen), que era usada para lavar o dinheiro de origem ilícita como o Esquema das Rachadinhas na Alerj. Em 28 de setembro de 2023, Santini enviou ao gabinete de Flávio uma notificação extrajudicial cobrando R$ 1,4 milhão.

L) NOVOS FATOS ILÍCITOS: WILLER THOMAZ, DOMÉSTICA LARANJA, BETS, AVIÃO DO VORCARO

O advogado Willer Thomaz é advogado do senador Flávio Bolsonaro, a partir de 2019. Desde então, as mutretas do senador são intermediadas pelo advogado, como a operação de apropriação ilegal da ilha/mansão de R$ 10 milhões do jogador Richarlison em Angra no Rio; uma mansão em Angra de R$ 17 milhões; licitação viciada na Alerj e contrato de US$ 32 milhões para o pagamento de todas as BETS no Rio de Janeiro.

O advogado Willer Thomaz fez a defesa do “Careca do INSS”, preso na operação Sem Desconto como chefe da máfia da fraude no INSS; organizou e fez o pagamento do safari do senador Flávio Bolsonaro na África do Sul ao lado do “Careca do INSS” e de mafiosos do crime organizado no Rio; a atuação criminal do advogado do senador Flávio Bolsonaro alcançou seu ápice na criação de 14 empresas de fachada para esconder a real propriedade de bens milionários.

Estas empresas milionárias estão registradas em nome Lídia Mazelli como diretora-presidente. Na verdade, Lídia é uma “diarista laranja” do escritório de Willer Thomaz que reside num imóvel simples em Riacho Fundo na periferia de Brasília.

O advogado do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é proprietário da empresa Alcazar Holdings que detém 1/3 das cotas da sociedade Prime You que opera o “AVIÃO DO VORCARO”.

M) BOLSONARISTAS QUE VIAJARAM NO “AVIÃO DO VORCARO”

Os documentos divulgados após a quebra de sigilo das investigações da PF sobre o crime organizado no Brasil revelaram a lista dos Bolsonaristas que viajaram no famoso AVIÃO DO VORCARO. [1] <https://www.msn.com/pt-br/dinheiro/geral/veja-lista-de-todos-os-bolsonaristas-que-voaram-em-jatinhos-de-vorcaro/ar-AA2cURyW?ocid=msedgntp&pc=U531 &cvid=6ab589072a1e4f09bf3 bbccf358827b4&ei=25>.

Imperioso lembrar: Vorcaro virou banqueiro no governo Bolsonaro e, prisioneiro, no governo Lula!

M.1 FLÁVIO BOLSONARO — Senador (PL-RJ) e candidato à Presidência da extrema-direita golpista

Viagem: 19 de janeiro de 2025, um dia antes de Flávio cobrar a primeira parcela milionária para o filme Dark Horse. Fort Lauderdale, Flórida para Brasília. Flávio viajou acompanhado da mulher, Fernanda Bolsonaro, das duas filhas e do advogado e empresário Willer Tomaz. A aeronave era um Legacy 650, prefixo PP-NLR.

Relações de Flávio Bolsonaro com Vorcaro, além do voo:

Prime You: à época, o senador Flávio Bolsonaro, por meio do seu advogado Willer Thomaz, detinha 1/3 das cotas societárias do famoso avião do Vorcaro.

Dark Horse: Em mensagens obtidas pela Polícia Federal, Flávio Bolsonaro negociou R$ 134 milhões com Vorcaro para o financiamento do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro. Em novembro de 2025, pouco antes da prisão de Vorcaro, o senador Flávio escreveu ao banqueiro preso pelo maior calote no sistema financeiro e nos fundos de aposentadoria dos velhinhos brasileiros: “Irmão, estou e estarei contigo sempre”.

Encontros frequentes com Vorcaro: Flávio visitou Vorcaro em sua residência em São Paulo, logo que deixou a cadeira para cumprir prisão domiciliar.  Além destes, dois outros encontros presenciais eram registrados, em 20 de agosto de 2025 e em 17 de setembro de 2025.   Entrementes, mensagens divulgadas pela PF, na data de 24/09/2026, revelam pelo menos outros seis encontros presenciais entre o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro mafioso Daniel Vorcaro. (Fonte ICL Notícias) [1] <https://youtu.be/vIsBPaXvlQA?si=grxOQJLgbaYn208K>.

M.2 NIKOLAS FERREIRA — deputado federal (PL-MG)

Viagens: 20 a 28 de outubro de 2022. As investigações da PF mostram que Nikolas Ferreira utilizou o avião de Vorcaro para fazer campanha a favor de Jair Bolsonaro em 2022. Durante aproximadamente dez dias, Nikolas utilizou um Embraer Phenom 300, prefixo PT-PVH, em agendas da caravana “Juventude pelo Brasil”, que fazia campanha pelo então presidente Jair Bolsonaro no segundo turno. O roteiro passou por todas as capitais do Nordeste, além de Brasília e cidades do interior de Minas Gerais. Quando o caso veio a público, Nikolas afirmou que não sabia quem era o proprietário do avião e que só tomou conhecimento posteriormente. No entanto, no dia 3 de setembro de 2022, mensagens extraídas do celular de Vorcaro mostram uma mensagem do ex-banqueiro afirmando: “Esse Nikolas, eu banquei todos os voos dele”.

Relações de Nikolas Ferreira com Vorcaro, além do voo:  foram divulgadas mensagens e um áudio de março de 2025 nos quais Nikolas chama Vorcaro de “Dani, meu lindão”, pede sua ajuda para tentar liberar um ativo minerário relacionado a um ex-assessor e diz que gostaria de ter maior proximidade com o mafioso. Vorcaro responde: “blz, meu irmão”.

M.3 FÁBIO FARIA — ex-ministro das Comunicações de Jair Bolsonaro

Viagens: investigações da PF registram que, em 23 de abril de 2024, fez uma viagem organizada por Vorcaro para Londres, juntamente com Ciro Nogueira e Hugo Motta; em maio de 2024, fez outra viagem para Nova York, durante o Lide Brazil Investment Forum; em 28 de agosto de 2025, viajou de Brasília para São Paulo.

Relações de Fábio Faria com Vorcaro, além do voo: em fevereiro de 2024, Faria vendeu a Vorcaro 90% de um projeto de energia eólica no Rio Grande do Norte por R$ 67,5 milhões, envolvendo a negociação de uma cota de 1/3 de um jato Phenom 300, avaliada em cerca de R$ 15 milhões; Faria foi intermediário entre Vorcaro e autoridades, inclusive na aproximação do banqueiro com Alexandre de Moraes, fornecendo-lhe o número do telefone do ministro e ajudando na organização de contatos entre os dois.

M.4 CIRO NOGUEIRA — senador (PP-PI)

Viagens: Londres — abril de 2024: aparece na comitiva organizada por Vorcaro; Nova York — maio de 2024: viagem relacionada ao Lide Brazil Investment Forum; Lisboa — junho de 2024, ao lado de Vorcaro, Hugo Motta e o empresário Bruno Ferrari; São Paulo — 3 de novembro de 2024; França/Courchevel — janeiro de 2025: além da viagem para Ciro e sua esposa, todas as despesas foram custeadas por Vorcaro, no valor de, pelo menos, R$ 468 mil, sem incluir os voos particulares.

Relações de Ciro Nogueira com Vorcaro, além do voo: a PF investigou a entrega de R$ 350 mil em espécie para o senador do Centrão, valor relacionado ao uso de uma aeronave; mensagens de Vorcaro mostram que o mafioso chamava o senador bolsonarista de “um dos meus grandes amigos de vida”.

M.5 ANDRÉ MENDONÇA — ministro do STF indicado por Jair Bolsonaro

Viagem documentada: em 4 de agosto de 2025, de Belo Horizonte, pelo Aeroporto da Pampulha, para Itabira (MG). A viagem de Mendonça foi organizada pelo grupo Cedro, para participar de um fórum jurídico organizado pela OAB de Itabira e pelo Sindicato Metabase.

Relações de Mendonça com Vorcaro, além do voo: Mensagens e áudios extraídos do celular de Vorcaro revelam que o banqueiro teve um encontro secreto com o ministro em 14 de março de 2025, em São Paulo, realizada no Instituto Iter, fundado pelo próprio ministro, que durou duas horas e foi articulada pelo advogado baiano Ciro Rocha Soares e pelo deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP).

M.6 WILLER TOMAZ — advogado do senador Flávio Bolsonaro

Viagem: 19 de janeiro de 2025, de Fort Lauderdale (Flórida) para Brasília, ao lado de Flávio Bolsonaro, a mulher e duas filhas do senador.

Relações de Willer Thomaz com Vorcaro, além do voo: Tomaz detinha participação societária de 1/3 das cotas da sociedade Prime You, que operava o avião de Vorcaro, entre 2021 e setembro de 2025.

III – UMA ANÁLISE EM PERSPECTIVA

Os fatos acima descritos estão relacionados ao tema objeto da sessão extraordinária do STF, de 15 de setembro último. Todos estavam mantidos sob segredo de justiça pelo ministro terrivelmente evangélico André Mendonça. Reduzir o debate a questões direcionadas contra alvos previamente selecionados serve aos propósitos da manutenção do crime organizado e dos interesses de uma elite neocolonial atrelada ao imperialismo no Brasil.

O verdadeiro debate exige revelar as entranhas do Bolsonarismo e do crime organizado no Brasil, cujos ilícitos só foram à tona graças à quebra de sigilo do Caso Master / Compliance Zero, por iniciativa do ministro Flávio Dino, do STF.

Esse debate torna-se importante no contexto do resultado dos dados nacionais consolidados da pesquisa Quaest, apontando que 49% dos eleitores brasileiros consideram Lula (PT) desonesto, enquanto 42% avaliam Flávio Bolsonaro (PL) da mesma forma. A interpretação desse contraditório cenário eleitoral envolve fatores complexos de visibilidade, teto de conhecimento e o impacto das investigações recentes no próximo pleito eleitoral.

A contradição mais evidente reside na compreensão diferenciada, pela sociedade e pelo sistema de justiça, contra aqueles que, associados ao campo democrático, são previamente condenados mesmo diante da completa ausência de atos de ofício evidenciadores de real fato ilícito, enquanto que, no campo antidemocrático e golpista, sobejam atos de ofícios entrelaçados a diversos tipos penais e às ilícitas transações bilionários contra o povo e a nação, que seguem impunes.

O deslinde dessa conjuntura de crise passa pelo enfrentamento da realidade nacional e internacional, marcada pelo aguçamento da exploração neocolonial na América Latina e no Caribe e, nesse contexto, pelo chamamento à tomada de consciência sobre a gravidade da ameaça do retorno do Bolsonarismo ao Poder Central no Brasil.

Uma avaliação subjacente, mas conclusiva, deve ser feita:

Durante os governos Lula I, II e III e Dilma I e II não houve o enfrentamento adequado de duas questões estratégicas que, se resolvidas, evitariam o cenário atual de absoluto conteúdo contraditório, expresso pela Pesquisa Quaest, supra mencionada.

O avanço da compreensão política da população brasileira seria outro se duas questões estratégicas fossem devidamente superadas, quais sejam,

i) o combate permanente ao Lawfare por meio de medidas legislativas para a penalização de práticas adotadas pelo sistema de justiça lavajatista com a consequente permeabilização modernizadora e democratizante do sistema de justiça encarregado da investigação, da acusação e do julgamento e,

ii) a quebra do monopólio midiático por meio da regulamentação do Capítulo da Comunicação Social, estabelecida na Constituição Federal de 1988 e nunca realizada.

IV – EM CONCLUSÃO: URGE IMPLEMENTAR ESTRATÉGIAS DE ENGAJAMENTO, AGORA!

O quadro acima delineado ganha dramaticidade diante dos dados consolidados da pesquisa Quaest, que desenham um cenário eleitoral contraditório e perigoso: enquanto o campo democrático enfrenta o peso de um julgamento severo e muitas vezes desproporcional por parte da opinião pública, as lideranças do projeto antidemocrático e golpista, mesmo cercadas por sobejos atos de ofício e transações bilionárias comprovadas, mantêm patamares expressivos de intenção de voto.

Esse teto de conhecimento distorcido reflete o impacto histórico do monopólio midiático não regulamentado e a herança de um sistema de justiça lavajatista, que historicamente protegeu aliados enquanto criminalizava oponentes.

Diante de uma máquina que utiliza portais de notícias para lavar dinheiro de corrupção e furos milimétricos em caixas de provas para adulterar evidências por controle remoto, a resposta das urnas precisa ser fulminante. O voto no primeiro turno é a oportunidade decisiva para estancar a hemorragia institucional e impedir que o crime organizado assuma definitivamente o controle central do País.

A história não nos dará uma segunda chance para fazer o que precisa ser feito agora. Diante de uma organização criminosa que mercantilizou o Estado, saqueou a previdência dos nossos idosos e usou o dinheiro público para financiar projetos de morte e impunidade, a omissão ou o adiamento são cúmplices da barbárie.

Urge lançar estratégias de engajamento para liquidar essa disputa no primeiro turno. Não se trata apenas de uma escolha partidária; é um ato de legítima defesa nacional para arrancar os tentáculos das milícias e das máfias financeiras do coração do poder central.

Conclamamos ao compartilhamento deste conteúdo em sua rede social e/ou de cada uma das suas partes. A divulgação da sequência de fatos discutidos neste artigo possibilitará a tomada de posição sobre os crimes do bolsonarismo, conscientizando sobre o risco que paira sobre a democracia.

É hora de superar as armadilhas da desinformação, derrotar o monopólio que tenta confundir o povo e consolidar, em uma só voz e em um só dia, a vitória da democracia sobre o crime organizado.

Que cada voto seja um escudo em defesa do Brasil, um manifesto de coragem e o ponto final histórico desse ciclo de destruição: no primeiro turno, pela sobrevivência da nossa dignidade, da nossa soberania e do nosso futuro!

Goiânia, 29/09/2026

Levantamento feito por
Prof. Dr. Osmar Pires Martins Junior
(Diretor Científico Egress@s UFG) 

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